sexta-feira, 22 de julho de 2011

Perspectivas...

"Queridos pai e mae,

Lamento ter demorado tanto tempo a escrever, mas o meu material de escrita foi destruido no incêndio que houve no meu apartamento. Ja sai do hospital e o medico diz que poderei levar uma vida normal e saudavel. Um jovem atraente chamado Gonçalo salvou-me do incêndio e ofereceu-se gentilmente para partilhar o seu apartamento comigo. é muito simpatico e educado e de boas familias, por isso tenho a certeza que ficarao contentes com o facto de nos termos casado na semana passada. E sei que ficarao ainda mais entusiasmados quando vos disser que vao ser avos dentro em breve.
Na verdade, nao houve incêndio, nao estive no hospital, nao estou casada nem estou gravida, mas chumbei no exame de biologia e queria apenas ter a certeza de que quando o dissesse, tivessem a perspectiva correcta."
(excerto do livro "Mude a sua vida em sete dias" de Paul McKenna)

Tudo é relativo, tudo depende do enquadramento que damos às situações! Tudo, mas mesmo tudo, é apenas uma questão de perspectiva e a perspectiva é uma escolha!

Love,
Sofia


sábado, 2 de julho de 2011

Existira apenas uma única verdade?/ Il y aura-t-il une seule vérité?

As vezes (muitas vezes, và!) questiono-me sobre o verdadeiro sentido da vida, se é que existe. 

Ha dias em que acredito que tudo tem um sentido. As coisas menos boas que nos acontecem sao lições que precisamos de aprender; as coisas que nao se passam como desejamos sao provavelmente um sinal de que nao é aquele o caminho a seguir; a vida é uma oportunidade de nos aperfeiçoarmos e a morte nao é o fim, é uma passagem para um nível superior! Ha dias em que acredito que ha um lado da vida que a maioria de nos ignora, que ha qualquer coisa de espiritual por detrás de tudo isto e que o nosso objectivo é exactamente o de descobrir o verdadeiro sentido de tudo isto!

Outros dias, pergunto-me se esse sentido profundo da vida existe realmente ou se tudo isto nao passa de um mero acaso. é por mero acaso que nascemos, é por mero acaso que temos saúde ou somos doentes, é por mero acaso que temos sucesso profissional e pessoal, é por mero acaso que morremos num acidente ou morremos de velhice. Nesses dias pergunto-me se haverá realmente um segredo a descobrir, se haverá realmente alguma lição a aprender.

E depois ha outros dias em que me digo que talvez nao haja apenas uma verdade e que a verdade é de cada um. Sim, existe um segredo, uma lição a aprender, um mundo mais espiritual a re-descobrir para aqueles que acreditam nisso. E sim, nao passamos de mero fruto do acaso para aqueles que acreditam nisso!

Talvez nao seja importante saber qual é a final a verdade, a única verdade. O importante é acreditarmos na nossa verdade e nos guiarmos por ela! 

Tudo isto por causa da morte do Angélico, que me abateu profundamente. Nao percebi inicialmente porquê, porque me deixava afectar tanto, porque procurava a cada 5 minutos noticias sobre o estado clinico de um cantor que nunca idolatrei ou sequer valorizei. Percebi que nao é a pessoa em si que tanto me transtornou mas sim o facto da situação levantar em mim todas estas questões!


Sera que existe um sentido para tudo isto? Sera que esta morte foi apenas mais uma morte e que nao ha mais nada a perceber para além disso? Ou sera que ha um sentido? Sera que foi uma liçao que ele deveria aprender? Ou sera que ele foi um meio para que outros aprendam uma liçao? Sera que ha algo para além desta vida? Sera que ele ja passou a outro nivel de onde nos vê e onde esta em paz? Ou sera que nao ha mais nada para além disto e ele simplesmente se apagou, sem nada mais? Sera que as coisas erradas sao punidas e as certas recompensadas ou tal coisa nao existe? Tera sido isto uma puniçao ou Deus - se existe! - nao castiga?

*
Parfois (souvent, je dois dire!), je m'interroge sur la véritable signification de la vie, si cela existe!

Il a y des jours où je crois qu'il y a un sens pour tout. Les choses moins bonnes qui nous arrivent sont des leçons que nous devons apprendre; les choses qui ne se passent pas comme on désirais sont peut être un signe de que ce n'est pas le chemin à parcourir; la vie est une opportunité pour nous de nous améliorer et la mort n'est pas la fin mais une passerelle vers un niveau supérieur! Il y a des jours où je crois qu'il y a un côté de la vie que la plupart de nous ignorent, qu'il y a quelque chose de spirituelle derrière tout cela et que l'objectif de la vie est exactement celui de découvrir le vrai sens de tout cela.

D'autres jours, je me demande s'il y a vraiment un sens plus profond de la vie ou si tout cela n'est pas plus qu'un fruit de l'hasard. C'est par hasard que nous sommes nés, c'est par hasard que nous sommes en bonne santé ou que nous sommes malades, c'est par hasard que nous ayons du succès professionnelle et personnelle et c'est par hasard que nous décédons dans un accident ou de vieillesse. Dans ces jours là, je me demande s'il y aura vraiment un secret à découvrir, s'il y aura vraiment quelque chose à apprendre.  


Et après il y a encore d'autres jours où je me dis que peut être il n'y a pas qu'une seule vérité et que la vérité est celle de chacun de nous. Oui, il existe un secret, il existe quelque chose à apprendre, un monde plus spirituel à re-découvrir pour ceux qui croient à ça. Et oui, on n'est pas plus que fruit de l'hasard pour ceux qui croient aussi à ça.


Ce n'est peut être pas important de savoir quelle est finalement la vérité, la Seule vérité. L'importance est de croire à notre propre vérité et être guidé par celle-ci!


Tout cela à cause du décès d'Angelico, qui m'a frappé profondément. Initialement je n'ai pas compris pourquoi, pourquoi je me laissais toucher par la situation, pourquoi je cherchais à chaque 5 minutes des nouvelles sur l'état clinique d'un chanteur que je n'ai jamais idolâtré ou valorisé. J'ai réalisé que ce n'est pas la personne en soi qui me dérange le plus, mais le fait que la situation ait soulevé chez moi toutes ces question!


Il y a-t-il un sens pour tout cela? Est-ce que ce décès est seulement un décès de plus et qu'il n'y a rien de plus à comprendre? Ou il y aura-t-il un sens? Est-ce que tout cela est une leçon qu'il devrait apprendre? Ou est-il juste un moyen pour que les autres apprennent quelque chose à partir de la situation? Il y a-t-il quelque chose après cette vie? Est-ce qu'il a passé vers un autre niveau d'où il nous voie et où il est en paix? Ou est-ce qu'il n'y a plus rien après cette vie et il s'est tout simplement éteint, sans rien de plus? Est-ce que les mauvaises actions sont elles vraiment punies et les actions correctes  récompensées ou telle chose n'existe simplement pas? Est-il cela une punition de Dieu - s'il existe vraiment! - ou Dieu ne punie pas?

(Corrections des fautes de français sont bien venues!)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Dor de garganta e Louise Hay...

Esta manha acordei com uma tremenda dor de garganta e ao invés de procurar de imediato um comprimido para tomar, agarrei-me a uns dos livros de Louise Hay naquela de saber quais sao, segundo a autora, as causas prováveis de tal problema!

E o que li foi isto:

"Problemas de garganta: incapacidade de fazer ouvir a sua voz em seu próprio beneficio."
"Dores de garganta: reprimir as palavras carregadas de raiva. Sentir-se incapaz de exprimir o eu."

Ora das duas uma: ou tudo isto nao passa de mera e pura coincidência ou Louise Hay sabe mesmo do que fala...

sábado, 9 de abril de 2011

Ho'oponopono funciona mesmo!

Ele resolveu alugar um carro por um dia. Deu o numero do cartão de credito como caução. E depois a meio do dia ligou-me nervoso... alguém lhe tinha batido no carro! 

"E agora, como é que eu vou entregar o carro?", "Eles vao fazer-me pagar 1600 euros pelos danos causados quando nao fui eu que bati com o carro..." e outros discursos do mesmo género, foram os que lhe ouvi dizer-me ao telefone.

Foi entao que lhe disse, com todo o amor e paciência do mundo, que aplicasse a teoria Ho'oponopono durante o percurso até à agência onde iria entregar o carro! Eu iria fazer o mesmo durante o meu percurso até casa! E assim o fizemos!

Mais tarde liga-me dizendo que tinha entregue o carro, que nao tinha dito nada ao homem da agência em relação à amolgadela e que o homem parecia nao ter reparado em nada. Assinou o cancelamento do cartão de credito, assim como o contrato que dizia que o carro tinha sido entregue sem quaisquer danos e pronto...

O episodio poderia ter ficado por aqui e para mim ja seria prova suficiente de que Ho'oponopono funciona mesmo, mas nao... houve continuação!

No dia seguinte ele recebe uma chamada da agência. Disseram-lhe que lhes parecia que ele se tinha esquecido de alguma coisa e agradeciam que ele passasse pela agência. Ele imaginou o cenário e conhecendo-se como se conhece, sabia que ia sair de la com menos 1600 euros porque se ha alguém que nao sabe contestar o que quer que seja, essa pessoa é ele...

Chegou à agência - e eu aposto que todo ele tremia - e diz-lhe o homem assim "Parece que se esqueceu de alguma coisa...". Ele tremeu mais um bocadinho (aposto!). E nisto mostra-lhe o creme solar e a caixa dos óculos de sol que ele esquecera dentro do carro!

Saiu de sorriso na boca e ligou-me de imediato dizendo-me que afinal estas tretas que ando a ler funcionam mesmo, que ele tem realmente que mudar a sua maneira de pensar. Disse-me até que fora ele mesmo que atraíra toda aquela situação, porque no dia em que fora alugar o carro, so pensava "E se eu bato com o carro? E se alguém me bate?". Disse-me ainda que contara toda a situação ao amigo que o acompanhara naquele dia e que lhe explicara um pouco do funcionamento do Ho'oponopono. O amigo, que achara a situação deveras interessante, ligou por sua vez à namorada para lhe contar também a situação e explicar também o funcionamento da teoria!

Isto tudo para partilhar com vocês a alegria que senti ao ouvi-lo dizer ao telefone "Amor, 'tas a ver a teoria que me explicaste? Entao nao é que funciona mesmo?!". 

(Para os interessados sobre esta teoria havaiana, leiam o livro "Limite zero" de Joe Vitale e Ihaleakala Hew Len Ph. D.)

Bons sonhos e que tenham todos um domingo tranquilo,

Sofia

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Espiritualidades...

A caminhar para o 3 ano de residência na Suíça, os primeiros 2 anos nao foram para mim nada fáceis. 

Sentia falta dos dias de sol, dos verões intermináveis, das mariscadas e caracoladas em finais de tarde, do mar imenso, da areia branca.... sentia falta de pegar no carro e ir para onde sentia vontade de estar, sem preocupações de estacionamento ou acessibilidade, sentia falta dos meus "spots"onde podia estacionar o carro e estar so eu e um bom livro, sem mais agitação. 

Quando se chega a uma nova cidade de um outro pais, leva algum tempo até conhecermos aqueles cafés, aqueles jardins, aqueles cantinhos onde nos sentimos bem. Leva tempo até termos os "nossos" sítios e eu sentia falta disso. As vezes apetecia-me nao estar em casa, mas nao sabia para onde ir porque nao conhecia sítios onde me sentisse bem. 

Foi assim que os primeiros 2 anos se revelaram anos de solidão. Saia pouco e convivia quase nada porque nao encontrava nem locais nem pessoas nos/com as quais me sentisse bem. E como "No meio da dificuldade, encontra-se a oportunidade."(Albert Einstein), esses anos foram propícios à introspecção, ao questionamento, à procura e assim a um encontro com a espiritualidade.

Hoje quero acreditar no que Eckart Tolle afirma convictamente: a vida proporciona-nos a experiência mais propicia à evolução da nossa consciência e sem duvida que estes 2 anos foram um acumular de experiências que me "obrigou" a evoluir na minha maneira de viver a vida e de pensar a vida. Nao tenho quaisquer duvidas de que precisei de passar por momentos duros de solidão, de rejeição, de abandono, para hoje olhar para as situações de uma outra perspectiva. Acredito que o emprego que tenho, a vida que vivo, a relação que estabeleci com as pessoas à minha volta sao experiências favoráveis ao desenvolvimento de uma nova consciência e sabedoria. Como dizia o General George S. Patton, "A pressão faz diamantes"; se essas experiências nao estão em harmonia com a pessoa que sou, nao é por mero acaso. Elas existem para me "forçarem" a questionar sobre quem sou eu afinal, no interior de mim. Nao o meu ego, nao o meu corpo, nao o meu look, nao aquilo que eu penso que sou ou que os outros pensam que sou... mas EU, o meu verdadeiro EU que se encontra algures dentro deste corpo! Se o emprego nao me motiva, vou perguntar-me "Afinal, o que é que me motiva? Afinal, o que é que EU gosto de fazer? Que tipo de situações me dao prazer?"; se a vida que vivo nao me faz feliz, vou perguntar-me "O que é que nao me faz feliz? O que é EU gostaria de fazer de maneira diferente, de mudar na minha vida?"; e se as relações que estabeleço nao sao fonte de harmonia, pergunto-me "O que é que me faz sentir mal nesta relação? O que é que em mim, me faz rejeitar esta relação!".

Seja através da religião católica ou de qualquer outra religião, seja através de doutrinas ou teorias mais ou menos modernas sobre o sentido da vida, a verdade é que a sociedade esta a despertar para esta necessidade de parar e mudar a maneira como estamos a viver as nossas vidas. As pessoas e portanto o mundo nao estão satisfeitos com a vida actual. As pessoas estão deprimidas, estão insatisfeitas e tudo isso é fundamental para que o despertar se opere! 

Foi por isso com grande alegria que li hoje no blog da Pipoca, que ela também despertou para esta necessidade fundamental de transcender o mundo material e ir mais além! E o mais reconfortante é que nestes últimos meses, muitas têm sido as pessoas que têm cruzado o meu caminho e que tal como eu, tal como a Pipoca e como muitas outras pessoas, começam agora a despertar. E quando assim é, um novo mundo se revela à nossa frente e de repente surgem-nos livros interessantes, filmes que outrora nao compreendemos, revelam-nos agora mensagens preciosas, pessoas com quem nunca falamos, partilham das mesmas ideias que nos. Basta levantar um bocadinho o véu para que surjam novas ideias que eu acredito que, mais cedo ou mais tarde, vao revolucionar o mundo que conhecemos!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

The Piano - Amazing Short

E hoje, ao ouvir e ver tocar esta musica, repensei em tudo, em mim, na minha vida, no que sou e no que quero para mim... Enjoy it!

sábado, 25 de setembro de 2010

Tenho saudades do Fado...

Lembro-me de ter ai uns 7 anos e de ir sentada no segundo banco traseiro da carrinha peugeot 504 do meu pai, a cantar "Cavalo Russo" do Nuno da Camara Pereira. Toda a gente parecia gostar de me ouvir porque a cada festarola, a mae la pedia... "Oh filha, canta aquela..." e toda a gente aplaudia sorrindo no fim do espectáculo.

Entretanto cresci e conforme fui crescendo, os pedidos foram sendo menos frequentes. Percebi mais tarde que as pessoas nao gostavam assim tanto de me ouvir cantar; achavam sobretudo graça ao facto de uma pequena de 7 anos desbobinar Fados atras uns dos outros!

Entretanto cresci mais um bocadito e aos 15 anos, gostar de Fado nao era cool. Entao, durante o dia cantarolava-se a musica cool da época e ao entrar em casa, entre banhos e o lavar da loiça do jantar, a fadista em mim revelava-se. Aos 15 anos, entre os muitos cd's de backstreet boys, N'sync, Britney Spears, Christina Aguilera... eu tinha um dos primeiros discos da Amalia Rodrigues!

Uns anitos mais tarde surgiu uma fadista que transformou o Fado em algo mais cool. Mariza. E ai pude finalmente assumir o meu gosto pelo Fado e la arrisquei a colocar no leitor de cd's do meu carro um ou outro cd.

Um dia fui jantar a uma Casa de Fados. Maravilhoso! Enquanto jantava num restaurante, situado em plena Lisboa antiga, os fadistas iam-se revezando, cantando à mesa dos que comiam! é magia, é Lisboa! Gostava de repetir, agora que ja tenho idade para pedir um bom vinho enquanto oiço com melancolia o Fado de Portugal! 

Um concerto de Mariza, enquanto vivi na Madeira, foi um desses momentos mágicos em que nao pude conter alguns arrepios e mesmo algum brilho nos olhos... 

O Fado... emociona-me! Sinto que as minhas raízes estao ali, que é a historia de Portugal que se conta, que é a cultura de um povo alegre mas simultaneamente melancólico, saudosista e sentimental. Choram-se os amores perdidos, choram-se os desamores, cantam-se os mercados e as praças, cantam-se as colinas de Lisboa... 

O meu pai fala-me por vezes de Lisboa, da Lisboa antiga, aquela que ja nao cheguei a conhecer! Os cinemas, os barbeiros, o Parque Mayer... O Parque Mayer! Aposto que a maioria dos da minha idade nunca sequer por la passaram! Eu tive a sorte de assistir a uma Revista nesse local. E sem nunca ter conhecido o Parque Mayer nos tempos em que fora O GRANDE Parque Mayer, nao pude deixar de sentir uma enorme tristeza ao perceber a dimensão que aquilo tivera outrora e ao constatar o estado de abandono em que se encontrava. Perdeu-se mais um bocadinho de Lisboa, perdeu-se mais um bocadinho de Portugal!

é isto que sinto... que percebemos menos o fado, que nos desligamos das nossas raízes, que ja nao sentimos Lisboa ou tao pouco Portugal... Aos poucos perdemos a identidade; tornamo-nos cidadãos do mundo, deixamos de ser Portugal... As minhas raizes estao là, entre os fados Lisboetas e os cantares à desgarrada do Alentejo! Tenho saudades de Portugal... nao do que é, mas do que era... 

Hoje foi noite de fados... 
Senti saudades de Portugal, saudades de um bom vinho tinto, de um passeio pelo Chiado, do cheiro do Tejo, de estar com alguém que conhece Lisboa, que sente Lisboa, que percebe o Fado...